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Por Edivaldo Bazilio

CEO da Saúde Global


Vivemos um momento de ruptura: a saúde está saindo dos hospitais e indo para o lar, para o celular, para a comunidade. A digitalização acelerada, a mudança no comportamento do consumidor e o crescimento da chamada “economia da longevidade” impulsionam uma nova lógica de cuidado: centrado no paciente, personalizado, acessível e contínuo. Nesse cenário, os profissionais de enfermagem emergem como protagonistas de uma revolução silenciosa, munidos de profundo conhecimento técnico e proximidade genuína com as reais necessidades do indivíduo. Empreender, nesse contexto, tornou-se não apenas possível, mas estratégico para aqueles que desejam liderar essa transformação. 


O Brasil apresenta um mercado privado de saúde robusto, responsável por mais de 9% do Produto Interno Bruto (PIB). Com mais de 50 milhões de beneficiários em planos de saúde, além de milhões de pessoas fora do sistema suplementar, abre-se um vasto espaço para soluções particulares, acessíveis e complementares ao Sistema Único de Saúde (SUS). Áreas como bem-estar, saúde domiciliar, educação em saúde, infoprodutos, consultorias especializadas, telenfermagem, consultórios de enfermagem e plataformas de autocuidado estão em franca expansão. 


Nesse contexto,  as oportunidades de modelo de negócio são diversas e adaptáveis à realidade da enfermagem:


  • No modelo B2C (Business to Consumer), enfermeiros oferecem diretamente ao público serviços como consultorias individuais, cursos e programas de orientação.

  • Já no modelo B2B (Business to Business), atuam prestando serviços especializados a empresas, como treinamentos corporativos, consultorias em biossegurança ou programas de promoção da saúde.

  • O modelo B2B2C (Business to Business to Consumer) envolve parcerias com empresas intermediárias — como startups de saúde domiciliar — que conectam o enfermeiro ao cliente final.

  • Por fim, o modelo D2C (Direct to Consumer) permite a venda de infoprodutos, mentorias, kits de autocuidado ou conteúdos educativos digitais, diretamente ao consumidor final por meio de plataformas online. Cada modelo exige estratégias próprias de marketing, estrutura operacional dedicada, definição de persona e posicionamento digital, o que torna indispensável uma estratégia clara, segmentada e bem planejada. 


Nessa jornada, a regularização e o enquadramento jurídico adequado são indispensáveispara a credibilidade e a segurança do negócio. OMEI (Microempreendedor Individual)  pode ser utilizado para atividades de bem-estar, consultorias e educação em saúde que não envolvam procedimentos clínicos invasivos. Já para serviços mais complexos ou de natureza assistencial, o ideal é optar por uma  Microempresa (ME)  ou por uma  Sociedade Limitada Unipessoal (antiga EIRELI). Independentemente do porte, é fundamental elaborar contratos, emitir notas fiscais, observar as normas dos Conselhos Regionais e Federal de Enfermagem (COREN|COFEN), buscar apoio contábil e jurídico especializado, garantindo conformidade regulatória e segurança profissional. 


A enfermagem nunca teve tanto espaço para inovar e empreender no mercado de saúde e seus subsistemas. 

Áreas como saúde domiciliar premium, educação em saúde, produtos digitais, mentorias e consultorias especializadas estão abrindo novas fronteiras de atuação. 


Comunidades online pagas, serviços personalizados de bem-estar e plataformas de acompanhamento e gestão de pacientes representam uma revolução silenciosa — e a enfermagem está pronta para assumir seu protagonismo. Essas iniciativas não apenas geram escalabilidade e sustentabilidade financeira, mas também criam impacto social real e fortalecem a autonomia profissional.  


Nessa Jornada, a utilização de metodologias como Design Thinking, o uso de tecnologias acessíveise a valorização da inovação frugal (capacidade de fazer mais com menos esforço), representam estratégias disruptivas que potencializam o alcance e a efetividade dos projetos de enfermagem. Nesse novo paradigma, a enfermagem encontra terreno fértil para repensar suas formas de atuação e criar modelos inovadores e sustentáveis que vão muito além do cuidado. 


Transformar uma ideia em um negócio de sucesso exige método e muito trabalho. 

Planejamento estratégico, validação com clientes, estrutura jurídica e marketing digital são etapas que  não podem ser ignoradas  por quem busca criar soluções sustentáveis. Empreender é gerar valor, competir com inteligência e entregar resultados.  O mercado de saúde está em transformação — e quem se posiciona com estratégia  ocupa espaço, cresce e lidera. Nesse cenário, a enfermagem é muito mais do que cuidado — é inovação, é protagonismo. 



Referências Bibliográficas 

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Manual de boas práticas em serviços de saúde domiciliar. Brasília: ANVISA, 2020. 

COFEN – Conselho Federal de Enfermagem. Diretrizes para atuação do enfermeiro empreendedor: fundamentos legais e possibilidades de mercado. Brasília: COFEN, 2022. Disponível em: http://www.cofen.gov.br. Acesso em: 20 jun. 2025. 

COREN-SP – Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo. Enfermagem e empreendedorismo: guia de boas práticas. São Paulo: COREN-SP, 2022. Disponível em: https://portal.coren-sp.gov.br. Acesso em: 20 jun. 2025. 

 
 
 

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